Victor Hugo Rosa, hoje com 30 anos, praticamente nasceu dentro de uma galeria, a Status, de seu pai Elias Bernardo Rosa. Mas a trajetória de Victor é tão diversa quanto às linhas estéticas que se espalham pelas paredes da galeria. A formação do jovem galerista passa pelo trabalho de aprendiz ao lado do pai. Enquanto Bernardo (amigo de Volpi, Clóvis Graciano, Francisco Rebolo entre outros nomes importantes da arte) organizava exposições nas décadas de 1980 e 1990, Victor começava sua experiência com molduras artesanais, patina e também com pequenos trabalhos de restauro de móveis antigos.

Aos 18 anos, viu no ramo das antiguidades uma boa oportunidade. Chegou a vender quadros e espelhos na Avenida Higienópolis, na esquina mesmo. Mas ao passo que seu pai foi se afastando dos quadros e esculturas, o tino comercial de Victor o levou ao mundo dos leilões de arte. Onde se encontrou. A entrada de um jovem surfista em um mercado fechado e dominado por vendedores e leiloeiros tradicionais não foi fácil. Mas ele fez seu caminho.

Em 2012, abre sua própria galeria no mesmo lugar onde seu pai Bernardo tocou sua loja por mais de 15 anos, a partir de 1989. O invejável acervo de mais de 2 mil obras de diferentes escolas (com estrelados nomes que vão de Portinari, Di Cavalcanti, Carybé, Rubens Gerchmann e Bruno Giorgi), é recibo desse sucesso.